
'E repito todas às vezes comigo, - pé no chão, pé no chão... pé no chão.
Espero que isso algum dia dê certo e mesmo com essa minha imensa vontade de voar, consiga permanecer no chão por longos segundos'...
Não consigo, não me adapto, não me conformo.
A rotina jamais me fará satisfeita porque eu tenho uma claustrofobia absurda de lugares e tempos. Estalo os dedos, batuco nos móveis, balanço freneticamente os pés. Preciso de ar. Falo o tempo todo porque o silêncio aumenta minha ansiedade, quero saber de tudo e conhecer todos os assuntos.Vou roer as unhas de esmalte vermelho e pintar meus dentes de nervoso, vou quebrar
as janelas para respirar novos ares.
Quero gritar mais alto que a música e destruir minha limitações.
Então me busca, me tira dessa vida pela metade, me mostra o mundo. Eu quero mais de cada coisa que a existência oferece.
Essa prisão, essa pele. Estou vazando pelos poros e tenho medo de explodir. E se algum buraquinho entupir e eu não achar a saída? Meu corpo é muito pequeno e minha ânsia de liberdade queima as beiradas. Minha alma vai escapando, vai se moldando. Se esconde, diminui pra não se mostrar além.
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