
(...) Vá, vá! Para pôr um termo, tentar pôr um termo, a esta condição, voltei ao banco, ao anoitecer, à hora em que ele costumava vir ter comigo. Não havia sinal dele e esperei em vão. Já era Dezembro, ou até Janeiro, e estava o frio próprio da estação, quer dizer, muito bem, muito certo, perfeito, como tudo o que é próprio da estação. Mas uma coisa é a hora do relógio, e outra a do ar e do céu que mudam, e outra ainda a do coração.
Samuel Beckett, in Primeiro amor

Nenhum comentário:
Postar um comentário