
Quando se ama alguém, o desejo de estar perto se torna uma necessidade tão urgente, que nos toma conta. Domina nossos pensamentos, nossa idéias, nosso planos, nosso tempo... Quando isso acontece, tudo passa a acontecer, dentro de nós. Nos tele-transportamos, nos mudamos. Nosso corpo, mente e coração já não mais nos pertence. Perdemos o controle e a graça talvez esteja aí, em não poder controlar... É poder sentir, sentir e sentir.
Amar é estar presente ainda que longe, é estar com a pessoa nos momentos mais difíceis da vida dela, ainda que com palavras simples, ditas entre um silêncio e outro, por meio de uma ligação celular. Ter alguém em quem confiar - sem receios. Se sentir vivaz. Arriscamo-nos a cada segundo em uma tentativa louca e inusitada de dizer um "eu te amo" com mais veracidade. O desejo é tão grande, que um simples beijo, um abraço entre outras cositas mais se tornam insuficientes, queremos mais, sempre queremos mais... Queremos nos entranhar, mergulhar. Nessa hora, somos como as tartarugas quando nascem e caminham em direção ao mar, é desconhecido até então, mas há algo dentro delas que é despertado e tudo que elas mais querem é envolverem-se nas ondas do mar.
O nosso organismo não trabalha da mesma forma. Suamos frio, nossas pernas não respondem - insistem em bambear. O friozinho na barriga é lei, ahh, uma das melhores sensações que podemos sentir. Quem nunca sentiu? - Se houver alguém que não, que me desculpe, essa pessoa ao meu ponto de vista, está morta. Ela respira e todo o resto afim, mas apenas existe. Pois viver, vive-se quando se ama. Acredito que o sinômino de amor seja VIDA.
Amar e se sentir amado não é algo que aconteça com frequência... Quando encontrarem o amor, não deixe que ele escape.
Quando se ama... viver fica mais fácil, os problemas se tornam pequeninos e com toda certeza, chegamos mais longe. Te amo, Belotto.
19/10/2010

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